Notícias do PET-EF

PET EF no Facebook

Visitas

Bem vindo
Visitante

Já existem:



2 usuário(s) online (1 usuário(s) navegando na seção: Textos)

Usuários: 0
Visitantes: 2

mais...
Textos > Artigos > DAMASCENO,L.G., SILVA,O.G.T, VILETE,A.O.P., ROCHA,B.P., THOMPSON,D.R., SILVA,E.V., LORETE,J.C., ASSIS,L.C., FERREIRA,L.N., BARCELOS,M., MACHADO,M.F.,GONÇALVES,M.G.S., VALÉRIO,Q.B.S., FERREIRA,T.M.A. Uma metodologia diferenciada para o ensino dos esportes coletivos de quadra para crianças. In: XI Congresso Espírito-Santense de Educação Física, 2011, Vitória - ES. XI Congresso Espírito-Santense de Educação Física, 2011.

DAMASCENO,L.G., SILVA,O.G.T, VILETE,A.O.P., ROCHA,B.P., THOMPSON,D.R., SILVA,E.V., LORETE,J.C., ASSIS,L.C., FERREIRA,L.N., BARCELOS,M., MACHADO,M.F.,GONÇALVES,M.G.S., VALÉRIO,Q.B.S., FERREIRA,T.M.A. Uma metodologia diferenciada para o ensino dos esportes coletivos de quadra para crianças. In: XI Congresso Espírito-Santense de Educação Física, 2011, Vitória - ES. XI Congresso Espírito-Santense de Educação Física, 2011.

UMA METODOLOGIA DIFERENCIADA PARA O ENSINO DOS ESPORTES COLETIVOS DE QUADRA PARA CRIANÇAS:

 

 

Leonardo Graffius Damasceno¹

Otávio GuimarãesTavares da Silva²

Aron de Oliveira Pereira Vilete³

Beatriz Péterle da Rocha³

Donaldson Rodrigues Thompson³

Eduardo Viganor Silva³

Juliana Canuto Lorete³

Lívia Carvalho de Assis³

Lorena Nascimento Ferreira³

Marciel Barcelos³

Mariana França Machado³

Mirela Geane dos Santos Gonçalves³

Quéren Barbosa Siqueira Valério³

Thayse Mayan Alarcón Ferreira³

 

¹ Professor Adjunto do Departamento de Desportos do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo.

² Professor Adjunto do Departamento de Desportos do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo e Tutor do Grupo PET/EF/UFES.

³Professores em formação e bolsistas do Programa de Educação Tutorial do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo

 

 

Resumo

 

O esporte é um componente cultural cada vez mais observado no cotidiano das pessoas, com base neste pressuposto resolvemos averiguar, a partir de um levantamento prévio na Grande Vitória/ES[1], os locais onde ocorriam práticas esportivas sistematizadas e as metodologias utilizadas com crianças para o ensino-aprendizagem-treinamento dos esportes coletivos de quadra. A partir dos resultados obtidos na pesquisa sugerimos então uma nova proposta metodológica.

 

 

Abstract

 

The sport is a cultural component increasingly observed in daily life,
based on these assumptions we decided to ascertain, from a previous survey in Vitória/ES¹, of where sports occurred systematically, the methodologies used for teaching children with learning-training of team sports court.
From the results obtained in this research we suggest a new methodology.

 

 


Resumen

 

El deporte es un componente cultural cada vez más observado en la vida cotidiana, partiendo de estas premisas, decidimos comprobar, a partir de una encuesta anterior en Vitória/ES¹, de donde el deporte se produjo de forma sistemática, las metodologías utilizadas a los niños para enseñanza-aprendizaje-trenamiento la formación del equipo de pista polideportiva. A partir de los resultados obtenidos en la pesquisa sugerimos entonces una nueva propuesta metodológica.

Ouvir

Ler foneticamente

 

 

Introdução

 

O presente trabalho surgiu do interesse de conhecer novas metodologias para o processo ensino-aprendizagem-treinamento dos esportes coletivos de quadra para crianças. Desenvolvido no âmbito do Programa de Educação Tutorial do Centro de Educação Física e Desportos da Universidade Federal do Espírito Santo (PET/CEFD/UFES), o trabalho em questão consistiu em um estudo exploratório para averiguar quais as metodologias de que se utilizam os professores para desenvolverem suas aulas nas escolinhas de esportes coletivos da Grande Vitória/ES.  Os dados colhidos categorizados, no primeiro semestre de 2010, demonstraram que todas as escolinhas investigadas trabalham com perspectivas metodológicas similares, adotando métodos parciais a partir de princípios analítico-sintéticos (DIETRICH; DÜRRWÄCHTER; SCHALLER, 1984) Como um dos objetivos do Programa PET, optamos pelas metodologias da Iniciação Esportiva Universal (GRECO, 1998) e Escola da Bola (KRÖGER; ROTH, 2002).

 

Assim decidimos, ainda no ano de 2010, iniciarmos os estudos referente a esta nova alternativa de orientação metodológica para o processo ensino-aprendizagem-treinamento dos esportes coletivos de quadra para crianças e, para tanto, propusemos e desenvolvemos sob a forma de um projeto piloto, uma escolinha de “iniciação em jogos coletivos”.

 

Perspectivado e cadastrado como projeto de extensão em nossa universidade, o projeto nominado por “Iniciação em Jogos Coletivos”[2], contou com a participação dos doze bolsistas e o tutor que compõem o grupo PET/EF/UFES, além do envolvimento de mais dois professores efetivos do Centro de Educação Física e Desportos da UFES que também desenvolvem estudos e atuam nesta área.

 

Revisão Literatura

 

Percorrendo diversas bibliografias pudemos perceber que as metodologias de ensino dos esportes coletivos propõem formas organizadas e sistematizadas gerando ambientes de aprendizado favoráveis, identificado estas como sendo tradicionais e modernas. As tradicionais estão representadas, principalmente, pela metodologia que derivam dos princípios analítico-sintético e global-funcional (DIETRICH; DÜRRWÄCHTER; SCHALLER, 1984). Segundo Greco (1998), entre as novas correntes metodológicas podemos listar a metodologia da Iniciação Esportiva Universal – IEU, e no plano internacional, a Teaching Games For Understanding (TGFU) e a Tactical Awareness Approach (TAA)  .

 

Nas nominadas formas tradicionais, temos o ensino centrado no professor/treinador e nos resultados por ele obtido nas atividades desempenhadas pelos alunos/atletas, procedimento que elimina, no aluno/atleta, a possibilidade de exercitar a chamada a “tomada de consciência” para identificar e resolver problemas próprios de situações reais de jogo. Neste contexto, identifica-se o princípio metodológico global-funcional, onde se prioriza a oferta do jogo como um facilitador de situações para o aprendizado das atividades esportivas, tendo como vantagem um elevado nível de motivação. Já no princípio metodológico analítico-sintético, proporciona-se um aprendizado fracionado que progride em obediência a uma complexidade crescente.

 

Nas novas correntes metodológicas vimos que o aluno passa a construir o seu próprio conhecimento tático, o professor/treinador faz com que o aluno/atleta tenha uma participação ativa e reflexiva, fazendo com que se sinta motivado a realizar àquela prática corporal que lhe está sendo proposta.

 

As metodologias Teaching Games for Understanding (TGFU) e Tactical Awareness Approach (TAA) buscam, no primeiro momento, uma aprendizagem do jogo por meio da compreensão tática, para então, no segundo momento, ocorrer à aprendizagem dos gestos técnicos, permitindo ao aluno dar solução aos diferentes problemas que enfrentará no contexto de uma situação do jogo.

 

A Iniciação Esportiva Universal (IEU) e a Escola da Bola (EB) foram aproximadas em uma metodologia diferenciada para o processo ensino-aprendizagem-treinamento dos esportes coletivos de quadra. Suas proposições carregam o caráter lúdico contido em jogos e brincadeiras que priorizam o desenvolvimento das habilidades motoras coordenadas (técnica) e a utilização do raciocínio (tática) para resolver os problemas em situação de jogo, baseando-se numa abordagem incidental de aprendizagem, ou seja, a criança “joga para aprender”.  

 

Nessa mesma metodologia, na fase ‘universal’ (até os 12 anos) e no início da fase de ‘orientação’ (12 a 14 anos) não há uma preocupação com uma modalidade esportiva especifica. A IEU defende a idéia que o esporte formal deve ser iniciado na puberdade, por isso propõe que o processo de aprendizagem obedeça a uma estrutura temporal, quer dizer, seguindo uma sequência de fases e momentos que caracterizam e compõem os diferentes níveis de rendimento esportivo.

 

A metodologia em discussão apresenta-se dividida em fases. Interessa-nos a Fase Universal, ou seja, aquela que se estende dos seis a doze anos de idade.  Esta fase se divide em dois momentos: o estágio geral ou transitório e o das habilidades específicas. No estágio transitório as crianças possuem idade em media de seis a oito anos e dão início ao processo de combinar e aplicar as habilidades motoras fundamentais. Já na fase de estágio específico, que agrupa crianças de nove a doze anos, o desenvolvimento vai ser focado nos aspectos cognitivos e físicos. Desta forma, a criança é incentivada a usar suas habilidades nas estruturas esportivas mais definidas. Vale acrescentar que a proposta da IEU no que diz respeito à aprendizagem, é concebida em dois momentos: o primeiro, parte da aprendizagem motora ao treinamento técnico e, o segundo, do desenvolvimento das capacidades de jogo ao treinamento tático.

 

A proposta da Escola da Bola (KRÖGER; ROTH, 2002) a partir da noção de que “jogar se aprende jogando” (p. 11), apóia-se em três pilares básicos: jogos orientados para a situação, orientação para as capacidades coordenativas, orientação para as habilidades. Nele, a técnica não é o tema central do processo, assim, no lugar de uma ação pedagógica voltada para “a inteligência motora em categorias, disciplinas ou modalidades esportivas” (p. 12), serão desenvolvidas estruturas comuns aos esportes.

 

Por serem convergentes, as metodologias IEU e EB preconizam que para ensino-aprendizado das capacidades coordenativas se faz necessário o cumprimento de algumas normas. Crianças de seis a oito anos de idade trabalham apenas com um elemento, por exemplo, uma bola, crianças de oito a dez anos realizam as atividades com dois elementos, bola, bastão ou duas bolas, e as crianças com dez a doze anos fazem as atividades com até três elementos, bola, arco bastão, por exemplo.

 

Ainda no desenvolvimento das capacidades coordenativas encontramos algumas atividades nos quais a recepção de informação é colocada em situação de pressão motora (tempo, precisão, complexidade, organização, variabilidade e carga). Se combinarmos a recepção de informação com a pressão na motricidade, por exemplo, dançar com bolas conforme a música ou lançar a bola para cima e pegá-la após um giro, o resultado é uma melhora no desenvolvimento das capacidades coordenativas.

 

Já no desenvolvimento das habilidades técnicas, que são vistas como componentes dos jogos esportivos coletivos, encontramos sete parâmetros: organização dos ângulos; controle da força; determinar o tempo de passe e da bola; determinar linhas de corrida e de tempo da bola; se oferecer (se preparar); antecipar a direção e distância do passe; antecipação da posição defensiva; observar deslocamento.

 

Articulando-se com o processo de aprendizagem motora, está o desenvolvimento das capacidades de jogo, destacando-se as capacidades táticas básicas, os jogos para desenvolver a inteligência tática e as estruturas funcionais. Nas capacidades táticas, são comuns os elementos inerentes aos esportes coletivos. No que diz respeito os jogos para desenvolver a inteligência tática, a intenção é promover um aumento na capacidade de atenção e em relação às estruturas funcionais, o objetivo é mostrar para as crianças jogos mais simples, da mesma forma como elas estão acostumadas a brincar na rua. A criança é incentivada a jogar com diferentes estruturas funcionais, (1x0; 1x1; 1x1+1; 2x1; 2x1+1...), além de oportunizar mudanças no espaço do jogo.

 

Experiência Piloto

 

Em face de nossos objetivos iniciais e dos dados coletados no estudo exploratório, propusemos então a criação, sob a forma de atividade de extensão, um projeto piloto de escolinha de esportes cujo modelo de ensino-aprendizagem-treinamento se baseasse na metodologia IEU + EB.

 

Houve todo um conjunto de medidas prévias para dar início ao projeto piloto; estudamos as metodologias IEU e EB e convidamos o professor Dr. Pablo Juan Greco para ministrar um curso de capacitação de 30 horas nesta proposta, quando tivemos a oportunidade de esclarecer as dúvidas, próprias de quem inicia uma nova empreitada acadêmico-pedagógica.

 

A intenção era a de constituir um projeto piloto com alunos advindos da comunidade, na faixa etária de oito a dez anos, duas vezes por semana, com turmas composta por vinte alunos e as aulas ministradas por grupos de quatro acadêmicos (petianos), que se revezavam em escala pré-estabelecida. As crianças que compunham a turma foram escolhidas do Programa Tempo Integral, desenvolvido pela Prefeitura de Vitória/ES em parceria com UFES.

 

O projeto piloto denominado de “Iniciação em Jogos Coletivos” pretendia, entre outros objetivos, detectar as capacidades motoras dos alunos. Para isto, foram aplicados inicialmente, os testes KTK - Körperkoordinations Test für Kinder[3] (EHLING; GRECO, 2005) e THT - Teste de Habilidades Técnicas (GRECO, 2006). O uso do KTK permite que se avalie as coordenações motoras de cada aluno. Já o THT permite avaliar as habilidades técnicas da criança.

 

Foi feito o planejamento de quatorze aulas seguindo as atividades propostas nos livros Segundo Tempo e Escola da Bola. Destas aulas conseguimos executar duas, devido alguns imprevistos com o projeto da Prefeitura de Vitória/ES.

 

Na primeira aula todos os alunos escolhidos estavam ansiosos, pois não sabiam direito o que iria acontecer. Nesse dia as atividades ocorreram no ginásio do Centro de Educação Física (CEFD/UFES). Infelizmente não saiu como o esperado, sendo realizadas apenas três atividades. Diversos fatores atrapalharam o desempenho da aula, o espaço muito amplo, dificultando o controle dos alunos, a falta de experiência dos professores (acadêmicos) em controlar o tempo das atividades, o comportamento inadequado dos alunos, além do nervosismo da estréia do projeto.

 

A segunda aula foi realizada em um espaço menor e fechado, sala de dança do CEFD/UFES, o que permitiu ter um controle maior das crianças, ainda que com um comportamento inapropriado. As experiências advindas do projeto piloto podem ser avaliadas como positiva para o nosso aprendizado, nos servindo como uma base sólida para o prosseguimento do Projeto.

 

Conclusão

 

O projeto piloto denominado de “Iniciação em Jogos Coletivos” surgiu do interesse dos alunos bolsistas do grupo PET/EF/UFES por se tratar de uma proposta de atividade extensionista, cuja metodologia utilizada para o processo ensino-aprendizagem-treinamento dos esportes coletivos de quadra, é abordada na graduação de forma superficial.  Por outro lado, nas escolinhas de esportes visitadas da Grande Vitória, pode ser constatado que essa metodologia ainda não é muito implementada. Acreditamos que isso ocorre pelo fato da metodologia IEU não se direcionar a uma modalidade esportiva em específico. A perpetuação deste hábito, comumente encontrado, faz com que tanto alunos como pais, não aceite facilmente qualquer outra proposta metodológica.

 

Acreditando no resultado positivo extraído da experiência advinda do desenvolvimento de um projeto piloto, como já relatado, que a metodologia aplicada oportuniza a formação de jogadores inteligentes com capacidade de tomada de decisões e de adaptações às diversas condições que a dinâmica de um jogo oferece.


Referências

 

DIETRICH, K; DÜRRWÄCHTER, G; SCHALLER, H. Os grandes jogos: metodologia e a prática. 1.ed. Rio de Janeiro: Ao livro técnico, 1984.

EHLING, A-K; GRECO, P. J. Manual de Testes, 2005. Apostila do curso de capacitação em IEU/EB oferecida pelo Prof. Pablo Juan Greco, Vitória, 2010.

GRECO, P. J. Iniciação Esportiva Universal - vol.2. Metodologia da iniciação esportiva na escola e no clube.1.ed. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 1998.

KRÖGER, C.; ROTH, K. Escola da Bola. São Paulo: Phorte, 2002

Manual de Testes: Habilidades Técnicas - THT, 2006. Apostila do curso de capacitação em IEU/EB oferecida pelo Prof. Pablo Juan Greco, Vitória, 2010.

OLIVEIRA, A. A. B. de; PERIM, G. L. (Orgs.). Fundamentos pedagógicos do programa segundo tempo: da reflexão à prática. Maringá, Eduem, 2009.

 

 

 



[1] A Grande Vitória é composta pelos seguintes municípios: Cariacica, Fundão, Guarapari, Serra, Viana, Vila Velha e Vitória.

[2] SIEX 66560

[3] Teste de Coordenações Corporais para Crianças.





Programa de Educação Tutorial Física Física (CEFD-UFES)

Navegue pelos artigos
Prévia do artigo SILVA, O. G. T. ; VILETE, A. O. P. ; ROCHA, B. P. ; THOMPSON, D. R. ; SILVA, E. V. ; LORETE, J. C. ; ASSIS, L. C. ; FERREIRA, L. N. ; BARCELOS, M. ; MACHADO, M. F. ; GONCALVES, M. G. S. ; VALERIO, Q. B. S. ; FERREIRA, T. M. A. . O ensino da Educação Física no contexto do EJA na Grande Vitória: um estudo exploratório. 2011. (Apresentação de Trabalho/Congresso). ROCHA, B. P., LEPAUS, A. B., LORETE, J. C., FERREIRA, L. N., BARCELOS, M., MACHADO, M. F., SILVA, O. G. T., SCHNEIDER, O., GRAMILICH, S. R., FERREIRA, T. M. A., MACHADO, W. B. Colônia de férias do PET-CEFD: experiências educativas. In: IV Congresso Sudeste de Ciências do Esporte / XII Congresso Espirito Santense de Educação Física, 2012, Vitória. Educação Física, Identidade e Campo de Atuação. Rio de Janeiro: CBCE, 2012. v.1. p.1 - 8 Próximo artigo
avaliação 0.00/5
avaliação: 0.0/5 (0 votos)
Os votos estão desabilitados!